Projeto Homem Livre
Diário de Bordo

Brasil - Estrada Real - Chegada - 04.11.2011
Brasil - Diamantina - 21.10.2011
Brasil - Tabatinga - 17.06.2011
Nicarágua - Managua - 05.05.2011
México - Guadalajara - 25.03.2011
Estados Unidos - São Francisco - 24.12.2010
Australia - Cairns - 14.09.2010
Indonésia - Ilha de Sumatra - 08.08.2010
Tailândia - Bangkok - 23.06.2010
Vietnã - Hanoi - 22.05.2010
Laos - Vientiane - 17.03.2010
Índia - Nova Delhi - 24.12.2009
Nepal - Kathmandu - 18.11.2009
Emirados Árabes Unidos - Dubai - 03.09.2009
Omã - Salalah - 08.08.2009
Turquia - Istambul - 13.05.2009
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Tailândia - Bangkok
23.06.2010

Un free ragazzo: til globe terreste!

Não pensem que fiquei louco, mas as misturas de culturas, costumes e línguas já fazem parte da minha cabeça e de mim. Este sou eu, Danilo Perrotti Machado - Um Homem Livre: pelo planeta terra! Depois de percorrer 30.591,80 km em 40 paises de bicicleta e aguardando mais 15 pela frente, escrever assim é quase fácil. Espanhois, ingleses, italianos, dinamarqueses, franceses, árabes, indianos e chineses... Enquanto passo pelas estradas de cada país, tenho cada vez mais forte uma certeza: todos os seres humanos são semelhantes. Longe do Brasil desde 8 de agosto de 2008 nessa viagem ao redor do Mundo, me surpreendi com o quanto os povos são hospitaleiros, e, principalmente, com os brasileiros! Meu objetivo é ver um mundo sem fronteiras, onde não haja divisão entre povos e credos, conhecer cada cantinho do planeta, fazer contato com novos costumes e pessoas. A bicicleta foi a forma perfeita que encontrei para me inserir com facilidade na cultura de cada país, além de ser um meio de transporte barato e simples. Nesse trajeto, tenho sido recebido na maioria dos países com um sorriso enorme no rosto, seguido de olhares atentos e curiosos. E por mais incoerente que possa parecer a alguns, os povos do Oriente Médio, de religião islâmica, são os mais receptivos, faz parte da sua tradição tratar bem os estrangeiros. Quando passo de bicicleta, as crianças correm atrás de mim, me tocam, as mulheres da porta das casas olham de longe, os homens se aproximam com perguntas curiosas, como de onde eu venho, o que estou fazendo e para onde estou indo. Em Oman, por exemplo, sempre recebia convites para almoçar e quando estava atravessando o deserto, os carros paravam e ofereciam água, comida, carona e até mesmo dinheiro. Na Turquia, Ásia, recebi vários convites para comer e tomar um “Chai Turco”. Muitas vezes no Irã, os carros paravam e ofereciam frutas e bebidas. Agora, fora dos países islâmicos, também fui muito bem recebido no Nepal, Sri Lanka, Laos e Camboja. Já a Europa... é fria até mesmo no comportamento das pessoas. Um fato engraçado aconteceu no Sri Lanka, onde as pessoas são muito simples e com um baixo nível de estudo. Lá muitos não conhecem o Brasil, sempre vinham com um comprimento em inglês. “Hello! Where are You From?” Eu dizia: Brazil - South America. E eles concordavam: “Ah! América”, achando que eu era dos Estados Unidos. Já quando as pessoas, conheciam o Brasil, a conversa sempre levava a um nome de jogador de futebol. Queria ouvir, tocar, sentir e ver o planeta, movido pelo meu próprio esforço físico e sentindo a poeira, o suor, o vento e a brisa no meu rosto. Retorno ao meu país em 11 de novembro de 2011, somando 3 anos 3 mesês e 3 dias de viagem Ao Redor do Planeta Terra.
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